sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A escola e o professor na busca pela qualidade do ensino

Toda instituição educacional carrega inúmeras responsabilidades, embora nem sempre visíveis, mas todas de suma importância para o bom andamento escolar com o intuito de se aperfeiçoar para alcançar uma boa qualidade de ensino.

O papel da escola na vida de um educando é vital para que ele comece a ter noções de relações sociais e harmoniosas e por essa razão o educador carrega consigo inúmeras responsabilidades, muito mais que uma especialização o educador deve ser receptivo a diversos tipos de condutas em sala de aula.

Devido a esses aspectos devemos transformar a escola em um ambiente prazeroso e atrativo para seus alunos, a fim de que se possa aguçar o gosto pelas atividades propostas, proporcionando aos alunos através do diálogo, a troca de experiências e trabalhos causando uma melhora na qualidade de ensino-aprendizagem para consequentemente formar cidadãos competentes com suas próprias opiniões e questionamentos, pois é na escola que, por meio de atividades pedagógicas, o aluno projeta o que lhe foi inserido dentro de seu ambiente familiar e esta a expande transformando a sociedade.

É muito importante que os professores envolvam os alunos na rotina da vida social propiciando a eles muitas vivencias dentro e fora da sala de aula como colocá-los em contato com a natureza, fazê-los conhecer seus direitos e deveres enquanto cidadãos, propiciar conhecimento de tecnologias para incentivar o gosto pela pesquisa, organizar projetos que exponha o aluno a diversos tipos de conhecimentos e experiências dentro e fora da escola, pois a instituição de ensino tem o foco de educar para a vida favorecendo a aprendizagem.

É ampliando os olhares dos alunos que a busca pelo conhecimento torna-se ampla, construindo um espaço educativo satisfatório para os que nele convivem, estimulando o gosto pelo saber refletindo na qualidade de ensino.

A Tecnologia na Sala de Aula - Por que não aceitá-la a nosso favor?

A Educação vem passando por diversas mudanças importantes, que afetam diretamente todas as crianças. É tanta tecnologia que alunos e professores vivem uma crise de autoafirmação, que ocorre no encontro de gerações em um mesmo ambiente. A sala de aula, que até então servia para proporcionar o desenvolvimento intelectual, social e cognitivo do aluno, torna-se um espaço onde, na maioria das vezes, ocorrem muitos conflitos.
Por um lado estão professores com uma formação disciplinadora, enfrentando o desafio de se atualizar e se modernizar. 

É preciso que eles entendam as novas tecnologias como aliadas, de modo que consigam ganhar a atenção de alunos cada vez mais conectados ao mundo virtual. Alunos estes que, a cada dia, chegam às escolas cheios de energia e vontade de aprender algo novo, de forma diferente.

A maneira como os professores ministravam as aulas já não é mais atrativa; é preciso algo mais, é preciso inovar! Mas como ministrar aulas motivadoras que alcancem diretamente os alunos? A resposta e os recursos já estão em suas mãos; basta se abrir ao que é novo.

Conhecer melhor o outro lado, certamente, auxiliará no pensar a inovação, que nada mais é do que oferecer aos alunos oportunidades de se desenvolverem com autonomia. A tecnologia que já existe dentro de muitas escolas permite, justamente, que isso aconteça. Não é simplesmente usar o computador, digitar uma frase, mas sim fazer com que aqueles conteúdos aprendidos em sala de aula com o professor sejam desenvolvidos pelos alunos por meio de computadores, notebooks, tablets e smartphones, entre outros.

O que alunos desejam e precisam é que sejam oferecidos a eles desafios que possam ser superados. Isso é possível por meio de aplicativos interessantes e aulas dinâmicas, que promovem a socialização e o desenvolvimento integral do ser humano. Por meio da Informática Educacional, tudo isso é feito com muito entusiasmo e dedicação, buscando sempre a qualidade na Educação brasileira. É o desejamos para os nossos alunos, para as nossas crianças, enfim, para a nossa Educação!

Orientadora-Educacional na área de Informática Educacional da Planeta Educação

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Violência e escola: pensando alternativas para a prevenção


Nunca, em outros momentos, a violência esteve tão presente como hoje, vemos as diversas notícias e cenas de horror nos jornais, revistas, televisão, gerando nas pessoas sentimentos de medo, insegurança, dentre outros. 

Não conseguimos estar tranquilos, nem quando reservamos algum momento para o lazer entre família ou amigos, ao sair às ruas, não sabemos o poderá acontecer. Hoje em dia estamos correndo risco de sofrer atos de violência em qualquer lugar.

No entanto, a escola como instituição social, reflete a violência através de seus educandos, trata-se da violência da sociedade como um todo, já que a escola contém e representa este todo.

A escola tem se transformado com violências distintas, que interferem em suas práticas, os pais e professores precisam estar cada vez mais preparados para lidar com a violência, que acaba afetando também, funcionários, educandos, familiares e a própria comunidade do entorno da escola.

Percebe-se que a violência se apresenta através de comportamentos, atitudes e também pensamentos e sentimentos, ela é evidente, nas discriminações que são por gênero; nas exclusões; na indiferença e na agressão verbal, entre tantos aspectos que não são visíveis, mas que afetam o cotidiano escolar pela carga violenta que carregam.

A violência é, de modo geral, complexa, pois revela muitos aspectos sociais que a constitui. A escola e os pais tem o poder de resgatar os valores básicos, que se perdem na atualidade, dentro dos grupos sociais.

A escola enquanto espaço de interação social e de formação, tem a importância fundamental de superação da violência, com um trabalho mais direcionado e crítico, por parte de seus professores, funcionários e outros que fazem parte da comunidade escolar, é claro que a família deve acompanhar de perto seus filho mais do que ninguém.

Portanto, é importante que se desenvolva uma educação de paz, capaz de superar esta problemática, da violência, ainda desenvolvendo condições para o diálogo e o respeito, sendo fundamentais para a construção de um ambiente menos violento e uma sociedade mais harmônica onde o diálogo venha em primeiro lugar ao invés das agressões.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Depende de nós

Certa vez, um jovem chegou à beira de um oásis, junto a um povoado e, aproximando-se de um velho, perguntou-lhe:

- Que tipo de pessoas vive neste lugar?
- Que tipo de pessoas vive no lugar de onde você vem? Perguntou por sua vez o ancião.
- Oh! Um grupo de egoístas e malvados - replicou-lhe o rapaz - estou satisfeito de haver saído de lá.
A isso o velho replicou:
- A mesma coisa você haverá de encontrar por aqui.
No mesmo dia, um outro jovem se acercou do oásis para beber água e vendo o ancião perguntou-lhe:
- Que tipo de pessoas vive por aqui?
O velho respondeu com a mesma pergunta:
- Que tipo de pessoas vive no lugar de onde você vem?
O rapaz respondeu:
- Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.
- O mesmo encontrará por aqui, respondeu o ancião.
Um homem que havia escutado as duas conversas perguntou ao velho:
- Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?

Ao que o velho respondeu:
- Cada um carrega no seu coração o meio ambiente em que vive. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui. Somos todos viajantes no tempo e o futuro de cada um de nós está escrito no passado. Ou seja, cada um encontra na vida exactamente aquilo que traz dentro de si mesmo. O ambiente, o presente e o futuro somos nós que criamos e isso só depende de nós mesmos.


(Autor desconhecido)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A escola e o professor reinventando relações entre seres humanos e natureza


Vivemos numa situação de urgência planetária, pois a espécie humana está criando condições socioambientais insuportáveis a sua sobrevivência e de outras pessoas na terra construindo um processo de autodestruição da natureza pelo desejo capitalista e industrial causando com isso um desequilíbrio ambiental com florestas devastadas, problemas com a água, camada de ozônio, animais mortos.

Sem perceber começa esse processo de separação da vida ecológica pela vida acadêmica. Os estudantes vão para a escola e lá passam enclausurados sem nenhum contato com o mundo natural que os cerca, sendo mantidos a maior parte do tempo dentro da sala de aula.

As creches e pré-escolas são espaços privilegiados para começar a desenvolver essa forma de sentir e pensar na vida da terra, uma vez que somos parte integrante do planeta e é nele que as crianças colhem suas primeiras sensações e valores e estes são levados para a sua vida adulta.

A vida humana na terra vai além do nosso corpo e da nossa mente e esse fato deve ser mostrado ao educando, mas eles são distanciados do mundo natural são imobilizados, por que a escola trata a mente com a razão central do conhecimento e com isso divorciam ser humano e natureza, separando corpo e mente razão e emoção e isso tolhe a sensibilidade eco social da criança, do adolescente, até mesmo do adulto fazendo com que sejam voltadas apenas para sua identidade social anulando sua condição animal dentro no eco espaço, quando na verdade, todos nós somos seres da natureza e simultaneamente seres de cultura e não máquinas regidas por leis matemáticas passíveis de interpretação racional.

É interessante que os espaços educativos proporcionem bem-estar e qualidade de vida para a comunidade escolar, reinventando outras rotinas na educação, colocando professores, alunos, diretores em contato com a natureza.
Por que não programar fazer uma reunião, dar aula ou palestra no pátio da escola?

Essas atividades são de suma importância para a formação de um sujeito crítico, coerente e consciente do seu papel ativo e transformador da sociedade e da natureza.

A escola e o professor devem tirar os alunos dessa rotina mecânica de aula e proporcionar relações dos seres humanos entre si e com a natureza, estimulando juntamente com a transmissão de conhecimentos via razão abrangendo outras dimensões como a intuição, a emoção, o movimento, enfim, uma integração de corpo-espirito-razão-emoção, construindo dessa forma, um novo pensar, uma transformação na maneira de sentir e preservar a natureza e entender sua importância fundamental à reprodução da vida sustentável e não como simples colônia de domínio de explorações humanas.

Priscila Manzoni de Manzoni.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Quem ensina sempre aprende...

A frase tanto pode ser atribuída a Anísio Teixeira quanto a Guimarães Rosa. Ambos, em tempos distintos, afirmaram que quem ensina sempre aprende. É uma realidade indiscutível. Com a experiência de mais de 55 anos de magistério, posso afiançar que o ato de lecionar, de forma consciente, obriga o professor a uma preparação prévia e contínua.
Deve estar atualizado, inclusive para enfrentar com sucesso as demandas em classe dos seus alunos, hoje às voltas com as múltiplas informações da televisão e dos computadores. O tema foi objeto de um Seminário para 400 professores e gestores da rede privada, promovido pelo Ético Sistema de Ensino, da Editora Saraiva, no Hotel Othon do Rio de Janeiro.
O encontro de educadores foi balizado pela frase “Venha ensinar, aprender e compartilhar saberes”, objetivo plenamente alcançado pelo evento. Na fala inaugural – com muita propriedade, dada a sua longa experiência –, o professor José Arnaldo Favaretto, especialista em Biologia e fundador do Sistema Ético, confessando-se “apaixonado pela educação”, defendeu a existência de uma escola mais completa e inclusiva. Citou diversos autores brasileiros, demonstrando o seu grande apreço pela leitura, mas revelou a grande dificuldade com que se deparam os mestres: eles devem ensinar hoje o que não aprenderam na escola.
O conhecimento dobra a cada cinco anos e, parafraseando Guimarães Rosa, “hoje já é amanhã”. Se o professor não tiver uma atualização permanente (e haja tempo para isso), perderá a batalha da eficiência. Haverá alunos com conhecimentos mais avançados – e isso provoca uma situação incômoda em sala de aula. Vivemos um mundo de imersão digital, querendo ou não, como disse o professor Favaretto, com as suas características de portabilidade, interatividade, conectividade e multifuncionalidade.
Quem não estiver preparado para isso, terá dificuldades talvez insuperáveis para exercer com brilho a sua missão. Veio à tona o comentário sobre os avanços palpáveis da tecnologia.
O orador tomou emprestado um exemplo do escritor Carlos Heitor Cony, para reforço da sua argumentação: “Tecnologia é como o automóvel: torna o caminhar mais fácil, mas não aponta o caminho”. Aí é que entra o papel do professor e a sua responsabilidade. Ele não pode ser culpado se a escola fracassa em sua missão de educar, como querem alguns. Nem o problema é tão simples que se resolva com maiores salários. Pagar mais é uma velha reivindicação, justa, mas a importância está também na melhoria da formação dos mestres. Não cabe a discussão do que deve vir primeiro.
Talvez haja uma concomitância nessas duas vertentes, reconhecido que uma boa parte dos professores frequenta cursos deficientes, retrógrados, com conhecimentos envelhecidos e repetitivos. Nutrimos grandes esperanças na renovação dos cursos de formação de professores.

Por:Arnaldo Niskier.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A escola e o bem-estar integral de seus alunos

No peito, um vazio imenso. Nos olhos, mais uma lágrima entre tantas outras. Dias e dias vão se passando e ainda não se entende como tudo aconteceu daquele modo. As ideias se misturam e os fatos começam a ter contornos ilógicos, nada mais parece ser a verdade.
O vazio do peito dá lugar a um coração cheio de lembranças, cheio de dor e que se nega a acreditar que um dia tudo vai passar. Numa tentativa de sobreviver a tudo o que aconteceu, agarra-se às lembranças de tempos felizes, pois elas são as únicas coisas que sobraram de tudo o que foi ou não vivido.
Lembra-se da companhia daquele alguém que hoje não está mais disposto a dar sua companhia, lembra-se de momentos que poderiam ser mais bem-aproveitados. Mas a vida precisa continuar e, com ela, esperanças inexplicáveis começam a brotar.
A dor da ausência parece infindável, mas, diante dela, há apenas duas alternativas: entregar-se à dor e às suas cruéis consequências, ou erguer os olhos, mesmo com lágrimas, e tentar, pelo menos mais uma vez, continuar vivendo da forma e na medida do possível de cada um.
Você já viveu momentos assim? Já passou por situações em que tais sentimentos tomaram conta de sua mente? Pois é, nossos alunos também passam por isso, mas nem sempre são atendidos em suas necessidades.
Às vezes, as circunstâncias que comovem o aluno e que o fazem pensar que é o fim do caminho não são tão graves quanto algumas experiências vividas por nós, mas, independentemente da gravidade, para o aluno pode ser difícil tanto quanto foi ou é para nós sobrevivermos em tempos de grandes apertos, vamos assim dizer.
Quantos de nós já nos sentimos sem chão quando um ente querido perde o emprego, fica doente ou, até mesmo, em graus mais leves, nosso carro estraga, somos multados, entre tantas outras possibilidades?
Nossa mente, em alguns momentos, ocupa-se apenas de um fato ocorrido conosco e, dessa forma, queremos ser compreendidos em nossas razões. O aluno, mesmo quando está em sala de aula, também quer e precisa ser atendido em seus dramas, mesmo que estes não aconteçam na proporção e no tempo em que estamos dispostos a atendê-los.
Na sala de aula, muitos alunos, ainda que jovens, vivem confusos quanto a várias questões em que se veem envolvidos. Essas questões, por exemplo, podem envolver a separação dos pais, a perda de um animalzinho de estimação, a ausência de alguém que fez promessas que não cumpriu... Enfim, os fatores são tantos, mas o professor pode ajudar seus alunos a superá-los.
Nossos alunos precisam saber que tais momentos são inevitáveis e todos, independentemente de quaisquer aspectos, estão sujeitos a passar por tempos difíceis. É importante, também, que o professor aponte a família como base para o aluno e, mesmo que ela possa parecer sem estrutura, em toda família há alguém no qual o aluno pode, verdadeiramente, confiar. Ele só precisa saber que essa pessoa existe e identificá-la.
Dessa maneira, a escola precisa também estar consciente de seu papel em vários aspectos da vida do aluno, pois a não compreensão de um professor pode distanciar facilmente a atenção do aluno quanto a quaisquer assuntos que se desejar trabalhar.
Em contrapartida, ao abordar temas de ordem emocional, por exemplo, a escola está construindo pontes, aproximando-se da realidade de seus alunos. Está, de fato, promovendo uma educação mais próxima do integral, que considera e respeita os vários setores da vida do aluno. Está, de fato, promovendo educação de boa qualidade.

 
Por:Erika de Souza Bueno

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Em contrapartida...

Neste fim de semana fiz mais um curso para aprender dicas de como melhorar a forma de ensinar. Acredito que todo professor periodicamente deve assistir um deles. São necessários para estar atualizado e aumentar nosso curriculum. Todos os que ministram estes simpósios são muito competentes e sempre aprendemos coisas novas, geralmente produto de anos de experiência na profissão.
No nosso grupo não havia nenhum professor com menos de 35 horas semanais de carga horária. Isto significa que para preparar as aulas, exercícios para os deveres de casa (exigidos pelas escolas), testes e provas bimestrais (com segunda chamadas e às vezes terceira chamadas), prova de recuperação, correção das mesmas, controle e avaliação dos alunos, assim como frequentar periodicamente as reuniões pedagógicas nos diferentes colégios e atender os pais de alunos com problemas necessitamos pelo menos de outras 35 horas na semana. Estas últimas não são remuneradas, fazem parte das obrigações inerentes à profissão. Isto significa que caso um professor durma oito horas, consuma 3 horas para refeições e asseio pessoal, e gaste outras duas horas em transporte e deslocamento diário, precisa de uma semana de 161 horas, o que lhe deixa uma hora diária para lazer (que usamos para pagar contas, ver de relance nossos filhos e às vezes dar um beijo nas nossas esposas). Um de nossos colegas presentes declarou que ministra 62 horas/aula semanais, ou seja, necessitaria de 224 horas por semana!
Além de tudo o dito, devemos levar em consideração os conselhos recebidos pelas coordenações, compreender as diferentes aptidões de aprendizado dos alunos, entender os problemas criados pela THD, TD, TOD, XWY, FGI e tantas outras siglas que ultimamente nossos alunos padecem. Ah! Ia esquecendo, o professor é o último responsável e causa pela qual os alunos não renovam a matrícula no fim do ano. Tudo isto em turmas que vão de 35 a 45 alunos. No meu caso, vejo estas crianças de uma a duas horas por semana.
Ao mesmo tempo devemos conseguir que alunos que não tem o menor interesse em aprender consigam a nota mínima para passar de ano, já que se não conseguem fazê-lo a culpa de quem é? Do professor. Agora com o ENEM, acontece algo interessante, os colégios exigem que os alunos obtenham de cinco a seis para aprovar a matéria, mas para que a escola tenha um bom ranking os alunos devem superar a média de sete pontos. Aqui que mora o perigo, pois se o professor for muito exigente, a maioria dos alunos não passariam de ano, os pais ficam descontentes e não renovam a matrícula e o professor perde o emprego.
Sabem uma coisa? Acho que está certo. Um profissional que não tem tempo para preparar suas aulas, que não descansa o que deveria e se alimenta precariamente, vive em reuniões em lugar de ocupar seu tempo em estudar e aperfeiçoar-se, que não tem tempo de conhecer as necessidades de seus alunos, que fica tenso quando é chamado para reuniões fora do seu horário, frequenta as mesmas de má vontade sem demonstrar felicidade e ainda é mal pago. O pior de tudo é que não coloca em prática o que aprende nos cursos de especialização com a escusa de não ter tempo, realmente este profissional não merece ser parte integrante da comunidade educacional brasileira.
A sociedade o que pretende dos professores? Os pais, os colégios, os alunos, os coordenadores, os pedagogos sabem exigir que os professores sejam dedicados, atualizados, lúdicos, alegres, bem dispostos, otimistas, que dominem suas matérias, pontuais, interessados, comprometidos, amigos dos alunos, excelentes transmissores de conhecimento, bons controladores de turma, bons mantenedores da disciplina em sala de aula e fundamentalmente construtores de um ambiente harmônico entre professores e alunos.
Em contrapartida é oferecido aos educadores: pouco dinheiro, péssima formação, jornadas de trabalho estressantes, alunos sem compromisso com o estudo, pais que exigem resultados sem levar em consideração se seus filhos estudam ou não (ninguém aprende por osmose), coordenadores que não apoiam seus professores, pedagogos que nunca assumiram uma sala de aula para mostrar como suas teorias funcionam, diretores de escola mais preocupados com a renovação de matrículas que com a real formação de seus alunos. Aulas lotadas, com alunos que requerem atenção especial e alunos competitivos, o que provoca a desistência dos últimos e a falta de progresso dos primeiros.
Tudo isto tem piorado com o ENEM. Quando saem os resultados é um Deus nos acuda. Por que ficamos nessa posição? Que professor não fez um bom trabalho? Reuniões para definir o novo staff para o próximo ano letivo, explicações que somente mascaram a realidade da nossa educação.
Não sei meus colegas, mas eu gostaria ter como contrapartida de tudo o que me exigem na minha profissão algumas coisas que passo a listar:
a) Devolver ao professor sua dignidade e respeito que nossa profissão merece. Não dar ouvidos aos pais que dizem: “Eu acho que o professor/a ... não sabe controlar a turma”; “Minha filha/o não gosta do professor/a ...”; “Meu filho/a diz que o professor/a falou ...”.
b) Ter horas/aulas pagas para frequentar reuniões, receber alunos, falar com pais, reciclagem profissional, conselhos de classe, preparar aulas, fazer provas, testes e exercícios.
c) Receber alunos que tenham aprendido, em casa, um mínimo de educação. Deveria ser uma exigência “sine qua non” para poder frequentar aulas.
d) Decisão por parte das direções pedagógicas dos colégios se seremos um colégio inclusivo ou competitivo nas diversas classificações do Ministério da Educação.
e) Profissionais (devidamente treinados) dedicados aos alunos especiais e outros aos alunos competitivos.
f) Remuneração de horas/aulas de acordo ao que é exigido.
Já mencionei em outro artigo, se temos uma fábrica de bolachas, para fabricar bolos devemos mudar as máquinas e a estrutura da fábrica, até a matéria prima, caso contrário será mudado somente o nome do produto. Continuaremos vendendo o mesmo produto apenas com um nome diferente.
O professor não é o salvador da educação. Somos somente uma peça da engrenagem. A matéria prima são os alunos, os pais a fornecem. Os colégios são as fábricas da educação, a maquinaria e a estrutura são de responsabilidade deles. Nós professores fazemos a mistura de acordo às fórmulas por nós conhecidas. O Ministério da Educação faz... O que mesmo faz?
Nunca esquecerei a estória sobre uma fábrica de chapéus. Vendia para todo o mundo os melhores chapéus. Eles eram tingidos por um químico que trabalhava fazia 25 anos controlando o tingimento. O fundador tinha um grande respeito por ele. Um dia o dono faleceu, os filhos assumiram e decidiram demitir o químico (ganhava muito). Assim foi feito. O químico foi embora muito triste apoiando-se na sua bengala. Logo depois toda a produção de chapéus começou a ser devolvida devido a que o tingimento saia no primeiro suor do usuário. Tentaram de tudo e não conseguiram resolver o problema. Desesperados os filhos foram buscar o químico, tiveram que pedir desculpas e pagar o dobro para que voltasse. Entrou na fábrica caminhando com seu bastão. Cada vez que era feita uma nova batelada de tinta o velho químico introduzia sua bengala e após agitar um pouco a solução declarava que estava pronta para receber os chapéus. Depois lentamente se fechava no seu laboratório, e efetuava a recarga do fixador especial dentro da bengala. E assim continuou durante muitos anos exercendo seu trabalho.
Nós professores não devemos esquecer que temos nosso toque especial para que a fórmula do ensino funcione. Se não fosse por nós o conhecimento não se fixaria nas mentes de nossos alunos, não passaria de um mero tingimento. Talvez seja essa a resposta, quem sabe a sociedade não quer somente um tingimento de conhecimento?
Caro leitor, acha que tenho sido muito irônico ou muito realista?

Bom Trabalho!

Por: Ricardo Irigoyen.

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sábado, 17 de setembro de 2011

Violência nas escolas: um desafio para os professores

No atual momento histórico em que vivemos, a humanidade tem pressa para tudo, as pessoas andam bem mais estressadas do que antigamente, hoje em dia precisamos trabalhar muito e quase sempre “correr contra o tempo”. Mas este não é o único motivo para o crescente aumento da violência, que acaba se refletindo na escola, através das crianças e dos adolescentes, que praticam tanto a violência verbal, quanto a violência física, sem muita consciência dessa prática.

Antes de a criança demonstrar um ato de violência na escola, ela acaba sendo vítima. Hoje qualquer criança, seja em casa, seja nas Lan house, podem ter acesso à internet e a jogos violentos, que são os preferidos, principalmente dos meninos, que passam, se permitido, o dia inteiro jogando sem se entediar.

Aos filmes que contêm cenas de violência e outras cenas proibidas para menores, também fazem parte da lista de preferência da maioria das crianças e dos jovens. Se observados com atenção, alguns desenhos animados representam lutas, guerras e atos violentos, que dependendo da criança, pode ser afetada e influenciada a agir com atitudes parecidas ou iguais.

Outro caso que pode ser fator de influência é o ambiente em que a criança ou adolescente estão inseridos, que pode ser um ambiente, no qual seus familiares tem a violência com parte integrante de seu cotidiano, agindo assim para resolver questões do dia a dia. Situações em que a criança é tratada sem respeito algum a sua integridade, também podem ser considerados fator desencadeante para a violência. 

As crianças enxergam estas situações como naturais e vão reproduzir no momento em que tiverem alguma problemática para resolver.

O mundo atual enfrenta diversas dificuldades, tais como a grande desigualdade social que envolve os povos, desigualdade socioeconômica e outros tantos problemas. Problemas estes que acabam trazendo como consequência outros problemas, como a violência.

A violência, atualmente, parece fazer parte do cotidiano de algumas pessoas, que tratam umas as outras de forma verdadeiramente abominável, ela vem se tornando um modo de viver, não mais, somente nos bairros de periferia, mas em todos os contextos

Por: Márcia Soares da Silva.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O Ponto Negro

Certo dia, um professor chegou à sala de aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova - relâmpago.

Todos acertaram suas filas, aguardando assustados os testes que viria.

O professor foi entregando, então, a folha da prova com a parte do texto virada para baixo, como era de costume.

Depois que todos receberam, pediu que desvirassem a folha.
Para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto negro, no meio da folha.

O professor, analisando a expressão de surpresa que todos faziam, disse o seguinte:

- Agora, vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.Todos os alunos, confusos, começaram, então, a difícil e inexplicável tarefa.

Terminado o tempo, o mestre recolheu as folhas, colocou-se na frente da turma e começou a ler as redações em voz alta.
Todas, sem exceção, definiram o ponto negro, tentando dar explicações por sua presença no centro da folha.

Terminada a leitura, a sala em silêncio, o professor então começou a explicar:- Esse teste não será para nota, apenas serve de lição para todos nós. Ninguém na sala falou sobre a folha em branco.
Todos centralizaram suas atenções no ponto negro. Assim acontece em nossa vida. Temos uma folha em branco inteira para observar e aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros. A vida é um presente da natureza dado a cada um de nós, com extremo carinho e cuidado. 

Temos motivos para comemorar sempre. A natureza que se renova os amigos que se fazem presentes, o emprego que nos dá o sustento, os milagres que diariamente presenciamos. No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto negro!
O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um amigo.

Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos diariamente, mas são eles que povoam nossa mente. Pense nisso!

Tire os olhos dos pontos negros de sua vida.
Aproveite cada bênção, cada momento que a natureza lhe dá. Creia: o choro pode durar até o anoitecer, mas a alegria logo vem no amanhecer.

Tenha essa certeza, tranqüilize-se e seja muito feliz!

Niva Ribeiro

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A vocação de educar

Quando falamos de educação, falamos de pais, professores e colégios. Também falamos do meio que nos envolve, da nossa família e amigos, mas hoje em dia, mas que nunca da influência que recebemos em todo momento dos meios de comunicação. Está tudo interligado, vai depender de quais são as prioridades que recebemos no nosso lar.

Antigamente as crianças eram ensinadas que a prioridade era ter boas maneiras, saber como comportar-se na presença de adultos, que os mais velhos mereciam respeito e que o ambiente das escolas era sagrado, era o templo do conhecimento, assim como a igreja era a casa de Deus. Atualmente a juventude tem várias opções para seguir se os pais não os orientam nesse sentido. E, logicamente muitas ficam perdidas nesse marasmo de informações disponíveis. É muito frequente nas escolas ver crianças sem a menor ideia do que é respeito aos mais velhos, aos professores, aos seus colegas e as instituições. É o resultado do meio em que foram criados. 

Semana passada li um artigo sobre educação no qual a jornalista fez uma série de entrevistas a ex-alunos de colégios tradicionais do Rio de Janeiro. Falava do excesso de disciplina, de muito conteúdo, estresse das crianças, entre outras considerações. O mesmo deixava transparecer negatividade, sem que talvez tenha sido essa a intenção da repórter. 

Ouvi muitos comentários nessa semana contra esse artigo, principalmente de alunos que se graduaram nesses colégios. Alguns até comentaram que criaram comunidades no Orkut para manifestar-se positivamente sobre a educação que receberam nessas instituições e a importância que teve nas suas vidas acadêmicas. 

Para mim, este artigo foi muito positivo para estas instituições, já que os pontos que são mencionados: disciplina e muito conteúdo seriam determinantes para que meus filhos fossem matriculados em qualquer uma destas instituições. A disciplina externa leva a autodisciplina, e muito conteúdo só faz bem. No mundo que vivemos prefiro que meus filhos tenham excesso de estudo a excesso de lazer.

Entendo aos pais que pensam que seus filhos são únicos e especiais, sou pai e compartilho da mesma opinião, mas, acredito que há um problema ao conjugar o verbo. A afirmação certa é: “Meus filhos serão únicos e especiais porque tem esse potencial, depende como nos os orientemos.”

Há várias formas de estragar esse potencial de nossos filhos, os meus, os seus. Podemos não colocar limites neles, fazer com que eles pensem que sempre estão certos, que não devem respeitar aos mais velhos, os professores e os colégios devem fazer o que eles querem e as escolas não são lugares para estudar, mas um clube ao qual vão a divertir-se enquanto os pais trabalham. As tarefas para casa deveriam ser feitas somente no colégio e a vida é só diversão sem responsabilidades. Devem estudar somente aquilo que lhes agrada já que são eles que sustentam essas instituições.

Há muitos tipos de escolas assim como há diversidade de alunos e pais, cada um deve escolher o que acha que é melhor, de acordo a sua consciência, valores ou necessidades. Eu acredito na disciplina e no estudo. 

Caro leitor, que valores pretendem que seus filhos tenham daqui a 20/30 anos?

Os meus são: Disciplina e conteúdo, e os seus?
Bom trabalho.

Por: Ricardo Irigoyen.